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Já pensou no seu ritmo? No ritmo a que consegue aprender? No ritmo que consegue realizar as suas tarefas? Até mesmo no ritmo a que a vida o leva a viver? Hoje gostaria de falar sobre o ritmo da Terapia.

A natureza humana faz com que nos afastemos da dor, do sofrimento, em busca de experiências mais prazerosas. É apenas natural que a pessoa deseja sair dessa área de sofrimento, o mais breve possível.

Isso faz com que a pessoa possa criar objectivos e expectativas tão elevados ou irrealistas que vão perturbar o seu ritmo natural de aprendizagem e mudança.

Todos nós possuímos o nosso próprio tempo para nos adaptar, aprender, realizar as nossas tarefas, regular-nos emocionalmente, estabelecer relações saudáveis e agilizar os nossos recursos. Cada pessoa é única no seu tempo!

Por outro lado, a atual disponibilidade e variedade de serviços de saúde passa a ideia de abordagens onde são prometidas curas, em apenas dias! Claro que a pessoa em sofrimento irá aproveitar pois as suas prioridades residem em dois aspectos: deixar de sofrer de vez e imediatamente!

Nesse sentido, o terapeuta que promete isso (geralmente não conseguindo esses resultados!) acaba por fazer uma de duas coisas: aplica “pensos rápidos” no sofrimento da pessoa, pensando que está curada ou acaba por perder o cliente, por não conseguir dar o que este deseja.

O ato da Terapia é como se fosse uma dança, sustentada numa relação rítmica de autenticidade, em que a condução vai sendo alternada entre Terapeuta e Cliente. 

O Terapeuta hábil é aquele que consegue perceber qual o ritmo da pessoa e gerir as suas expectativas, sobre a terapia. Sabendo fazer isso, é possível implementar passos para que pequenas mudanças vão começando a ocorrer, no cliente. E quando acontecem, serem devidamente validadas.

Sim, é um investimento. Mas será que você não merece isso?

Saber acompanhar o cliente é uma aprendizagem que o Terapeuta vai adquirindo com experiência. Acredite, já me dei conta disso!

Enquanto Terapeuta, saiba ser paciente,  saiba quando conduzir e quando deixar conduzir. Saiba estar, acompanhando a pessoa, lado-a-lado.

Enquanto Cliente, confie nas suas capacidades para gerar soluções e recursos. Saiba quando parar e respirar e quando avançar. Saiba dar um passo antes de correr.

Confie em si e na Dança Terapêutica.


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